terça-feira, 14 de outubro de 2008

.da lonjura.

Cadê?, perguntou-se a garota para qualquer sinal de vida que a rodeasse naquele instante. A resposta foi o vácuo, talvez uma resposta copiada de volta, num "dê?" e só. Ela não queria chorar, pois choro demonstra fraqueza. E a fraqueza ela queria longe. Não como o que ela talvez perdesse aos poucos, mesmo eles fingindo que não.

Cadê?, perguntou-se o garoto para o mar. As ondas iam e vinham, será que essa era a resposta? Ir e vir, sem nunca tocar-lhe a pele? Talvez tivessem nascido um para o outro, mas essa vida não era a que eles se encontrariam de verdade. E a pergunta foi ao vento, para a outra ponta do mundo deles.

2 comentários:

Du Santana disse...

...
...,...
(pensando ainda...)
Sabe? esse texto que vc escreveu me dá uma saudade não sei de quê!
Mas é saudade.

Linkei teu blog no meu,vc se importa?

Té mais! ^^

Rose Marinho Prado disse...

Que coisa mais perfeita!