sábado, 9 de agosto de 2008

.a agulha.

E o medo da agulha? Aos 22 anos, ela ainda teme a maldita agulhinha que vai jorrar algum líquido doente dentro dela... Terrível essa visão, não?

Enquanto as mães com os filhos no colo estavam a espera do tal Zé Gotinha (que deve ter o gosto mais amargo que a criança experimenta durante essa tenra fase da sua vida), alguns pseudo-adultos esperavam pela famigerada agulhada de rubéola. Lembrou-se na hora da piadinha com seu amigo: "Tive roséola, quando pequeno. É a prima da rubéola". Há! Então o outro teve amaréola, e por aí foi. Mas ela também teve essa tal aí, aos 6 meses...

Enfim, a chuva aumenta a tensão. O frio faz os músculos se aglutinarem em bolinhos. Mais uma etiqueta na carteirinha de vacinação, isso a faz sentir-se mais velha do que é, pois a carteirinha está quase completa. Como será que aparecem as próximas vacinas que tomar?

"Você está de gestante?", ela ouve ao longe. Mais uma vez, agora é com ela: "Você está de gestante?". "O quê?", pensa. "Está de gestante?". Ri, "não sou gestante, por favor!". "Ok, só poderá estar de gestante daqui um mês, senão seu filho nasce com problemas".

Assustador, devo dizer. Não que ela programe um filho pra daqui um mês, agora, menos ainda, mas imagina a praga de uma pessoa que você nem conhece dizendo que se tiver um filho pra daqui um mês, ele nascerá com problemas. Que dó de quem tava se programando...

3 comentários:

Rose Marinho Prado disse...

Legal o tempo da narrativa, meio lento, meio fila, meio a marca da vacina, na carteirinha; meio susto, meio tempo, o tempo de ser fazer um bebê.

Mas que expressão esdrúxula? De gestante? Predicativo do sujeito mais esquisito!

Bacana o texto.

*borboleta disse...

haha.. pois é.. a moça ficou falando assim.

Sara Fuentes disse...

Deixei recado lá no outro blog. Mas vale a pena repetir:SUCESSO!