segunda-feira, 1 de junho de 2009

.a ele e a mim.

Conflitos internos que disparam e nunca param de aparecer. Você chega e eles ficam e mudam. Quando acha que desaparecem, reaparecem de forma nova e completa. Sem discrição, tomam sua mente, e eu sou mais uma atordoada no mundo. Será que você também me entende?

Lua nova, a novidade é que não somos mais os mesmos, mesmo você acreditando que nunca mudaremos, pois sim, seremos, sempre os mesmos amantes que outrora encontramos à disposição. Dispostos em uma cama de hotel, largados ao léu, ou ao dispor de uma sessão de amores e prazeres fugazes, que fazem falta.

E quanta falta fazem, os dias de acordar com braços envoltos, fortes e protetores que jamais serão os meus, esses seus. Isso porque não queremos, nem você nem eu, esse sentimento do pertencer. Pois pertencer não basta quando se trata de nós.

Compostos por opostos, nos dispusemos a ser apenas isto, e por completo, sempre. Será que somos um do outro ao menos quando ficamos juntos, sendo os corpos separados? Será que fomos os mesmos que se pregaram no mural da memória da minha mente, ou será que ela mente a mim?

Quero que seja a minha resposta sincera; quero que seja a resposta única, a sair de sua boca, para a minha, sem palavras disconexas; quero você em mim e, quem sabe, eu em você, naquela noite e só.

Um comentário:

Ana Clara disse...

Lindo texto... delicadíssimo...