sábado, 12 de julho de 2008

.uma lembrança de 08/09/2005.

Porque eu fiquei realmente assustada com isso...

... estava assim, meio perdida, olhando os cantos das paredes ...

olhei para o chão duro e seco e me lembrei dos dias em que a gente deitava e ficava meio que sem fazer nada, olhando um para o outro, sem falar. aquele mesmo chão sempre pareceu de pelúcia, fofo, aconchegante. resolvi, então, escrever-lhe um poema de uma letra só. você escolhe a que quiser, eu não falo mais nada. tentei algumas vezes dizer todas as coisas do mundo, mas a minha voz foi acabando aos poucos e, quando percebi, você já não me escutava mais. e eu fiquei só mexendo a boca sem parar. tudo bem, a culpa também foi minha... eu sempre achei que as coisas são pra sempre. já deveria ter aprendido que, no mundo dos vivos [na verdade eu acho que é nesse mundo dos mortos], as vidas são passageiras e as situações as mais efêmeras possíveis. os sonhos, poucos que existem, permanacem nos corações infantis de alguns que se esqueceram de crescer. por isso, eu te desejo o mais puro dos dias... regado a vinho tinto, porque eu já sei que você não é tão puro assim. fique, portanto, com os dias cinzentos de chuva gostosa de dormir. mas nunca se esqueça que o mundo é sempre bom pra aqueles que se esquecem, por um ou dois segundos, que o tempo não pára...

2 comentários:

Anônimo disse...

"aquele mesmo chão sempre pareceu de pelúcia, fofo, aconchegante. "

"fique, portanto, com os dias cinzentos de chuva gostosa de dormir"

A pelúcia daqueles dias é o chão da escrita, suave, úmida de dias cinzentos que jamais devem ser dados, Isa. Aprisioná-los na ponta do lápis e desejar que o risco faça vicejar o verde. O que foi é. E vira e revira.
Quem lhe deu aqueles dias faz parte do seu caderno. E é pra sempre.

Rose

Rose Marinho Prado disse...

"aquele mesmo chão sempre pareceu de pelúcia, fofo, aconchegante. "

"fique, portanto, com os dias cinzentos de chuva gostosa de dormir"

A pelúcia daqueles dias é o chão da escrita, suave, úmida de dias cinzentos que jamais devem ser dados, Isa. Aprisioná-los na ponta do lápis e desejar que o risco faça vicejar o verde. O que foi é. E vira e revira.
Quem lhe deu aqueles dias faz parte do seu caderno. E é pra sempre.